Pe. Laurindo: “As nossas palavras precisam corresponder às nossas práticas”.

papadestacada1
O Papa: ao ajudar os pobres, estamos com o Senhor, que está presente neles
outubro 15, 2023
papadestacada1
O Papa: evangelizar é ter Jesus no centro do coração, é “perder a cabeça” por Ele
outubro 18, 2023

Pe. Laurindo: “As nossas palavras precisam corresponder às nossas práticas”.

28ºtc2023

“Estamos no mês de outubro, mês missionário. Mês de nós enquanto Igreja e batizados re/descubramos a nossa importância na missão da Igreja. Para tanto, se faz necessário não nos colocarmos como aqueles que se comportaram com indiferença diante do chamado a trabalhar a acolher a proposta de Deus manifestada em seus enviados.” Disse-nos Pe. Laurindo Aguiar ao dar início à Celebração da noite de domingo, quinze de outubro, na Matriz Sagrada Família.
Reflitamos sobre a sua homilia, nesta noite:

“O Evangelho começa dizendo para nós: ‘Jesus voltou a falar em parábolas aos anciãos e aos sumos sacerdotes.’ No domingo passado, nós refletimos sobre a parábola dos vinhateiros assassinos, que também não acolheram os enviados, recusaram e nada entregaram como resposta ao amor de Deus que foi oferecido. Escutávamos também a parábola dos dois filhos, todos convidados para trabalhar na vinha, trabalhar na messe e um que diz ‘sim eu irei.’ Esse disse sim e não foi. E o outro disse ‘eu não vou’ e foi. Somos chamados para essa coerência da vida. As nossas palavras precisam corresponder às nossas práticas. Quando olhamos para Jesus é alguém que nos transmite segurança, credibilidade e verdade, porque as palavras de Jesus não estão dissociadas da sua prática, do seu amor, do seu zelo e doação para com as pessoas. E, Ele mesmo vai alertar os seus discípulos dizendo: ‘Que seu sim seja sim e que seu não seja não.’ Isso porque nós não podemos ficar em cima do muro, pois daremos espaço para que os invasores, os inimigos se adentrem e destruam aquilo que na vida nós temos de bom.”

.
“O Evangelho de hoje continua nessa mesma dinâmica, do rei que prepara o casamento do seu filho e que manda os seus empregados para convidar as pessoas para a festa. Aqui, ao citar os sumos sacerdotes e anciãos, Jesus está a dizer para os primeiros destinatários da palavra, que foram estes grupos do povo de Israel, que não reconheceram e nem perceberam em Cristo Jesus e em seus enviados o sinal de Deus, ou a obra acontecendo no meio deles. Eles recusaram porque cada um tinha em mente seus próprios interesses, projetos, as estruturas ali já montadas e ninguém queria perder o seu lugar de importância e poder.”

 

“A Palavra de Deus nos diz que eles foram convidados e nada aceitaram demonstrando uma indiferença diante do convite de Deus. Talvez poderíamos destacar que a atitude de indiferença é mais grave ainda porque, além deste comportamento, eles ainda agiram com violência. E aqui nós vamos contemplando a história da Igreja, dos escolhidos do Senhor, que são enviados e que enfrentam nessa missão de anunciar tantas situações adversas, tantos corações fechados e endurecidos, que não se permitem fazer um processo de caminhada com Jesus, um processo de conversão. O que Jesus está querendo de cada um deles e está querendo de nós é a nossa conversão, para que possamos participar da festa de casamento que é a festa da aliança, a festa do amor e da alegria. E para participar dessa festa nos traz um elemento. Para participar do casamento é preciso um traje para ali se fazer presente e expressar o verdadeiro carinho, amizade, oração com aquele que está ali casando, que é a aliança e união de dois corações, que comungam do mesmo projeto, do mesmo caminhar. É para isso que Deus nos convida: para que aceitemos o convite para participar do banquete que é o casamento, a nova e eterna aliança que seu Filho Jesus veio selar conosco. Para nós participarmos do banquete é necessário comungar da vida, da comunidade, comungar da vida de Cristo. É preciso que alarguemos, enquanto Igreja, os nossos olhares e percebamos que o Deus que nos chamou é o Deus que está nos enviando a pregar a boa-nova em tantos outros cantos.”

.
“Que o Senhor nos conceda a graça para que possamos atentos à Palavra de Jesus acolhê-la e aprender a priorizar as coisas de Deus e assim sejamos missionários a evangelizar.”

Após a comunhão, o convite para toda a comunidade participar da semana missionária que iniciará no próximo domingo, dia 22 de outubro, se estenderá por toda a semana com várias atividades e o encerramento será no dia 29 de outubro com o “Grande Encontro das Famílias.” Faça a sua inscrição no site da Paróquia ou na Secretaria Paroquial e participe com sua família! Antes da bênção final, Pe. Laurindo convidou a todos os educadores presentes para dar a bênção especial a eles nesse dia que se celebrou o dia do educador.

 

Clique aqui para ver a cobertura fotográfica completa.

 

Texto: Juciane Francisca / PasCom Sagrada Família

Foto: Alisson Faria / PasCom Sagrada Família