
No domingo, dia 14 de junho, na Matriz da Paróquia Sagrada Família, às 19 horas, aconteceu a Santa Missa do 11° Domingo do Tempo Comum. A celebração eucarística foi presidida pelo Padre Pedro Leonides, msf que acolheu a comunidade, de forma especial, os casais que participaram do 16º Encontro de Casais com Cristo. Em sua homília, refletiu:
“Meus queridos irmãos e irmãs, a liturgia de hoje nos propõe refletirmos sobre, digamos assim, três tempos. Primeiro, o antes; depois, o agora e por fim, o depois. E é nesse tempo que o povo de Deus se coloca a caminho, levado pelo próprio Deus, saindo da escravidão do Egito, rumo à terra prometida, passando pelo deserto. E nós ouvimos nesta passagem do Êxodo, momento em que Moisés, a liderança que está à frente deste povo, sobe ao monte e Deus mesmo o chama, o Senhor o chama e fala com ele, dando as orientações na continuidade da condução desse povo. E qual é esta orientação que o Senhor expressa a Moisés no monte? ‘Assim deverá falar à casa de Jacó, e anunciar aos filhos de Israel’. Ele está falando então do momento em que o próprio Senhor tirou o povo da escravidão, como ele mesmo disse, ‘como vos levei sobre asas de águia, vos trouxe a mim’. E aí então uma proposta, uma promessa. ‘Se ouvirdes minha voz e guardares minha aliança, então eu farei um pacto. Vou considerar esse povo como uma porção escolhida’. “
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“E nós cantamos em resposta a essa generosidade de Deus. Nós cantamos no salmo, nós somos o povo, o rebanho do Senhor. Reconhecer que somos esse povo de Deus escolhido por ele é o motivo de nós estarmos aqui como um povo reunido, escutando sua palavra e procurando realmente levar em conta seus ensinamentos, obedecer a sua aliança. Então, meus queridos irmãos e irmãs, é importante nós considerarmos a diferença que tem entre o antes, quando éramos pecadores, fracos, inimigos de Deus, e agora, que com a vinda do seu Filho, a sua entrega total por nós, nos reconciliamos com Deus e somos salvos por ele. E agora, nessa condição confortável que nós estamos reconciliados com Deus, o que será da nossa vida depois de agora? No evangelho que nós ouvimos, Jesus vendo aquela grande multidão, as multidões, no plural, compadeceu-se delas porque estavam cansadas, abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Será que olhando com o olhar de Jesus, e nós somos chamados na contemplação, na oração, a olhar com o olhar de Jesus, não com o nosso olhar. O nosso olhar pode ser egoísta, pode ser discriminatório, pode ser muito parcial. Agora, se nós olhamos com o olhar de Jesus, nós vamos ver além, não é? O que está para além das aparências?”
Santa Missa 11º Domingo do Tempo Comum – 19h
“Jesus, tendo compaixão, ele convida os seus discípulos para rezarem. O primeiro momento, antes de agir, diz: ‘A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos’. Constatação da realidade. ‘Pedi, pois, o dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita’. Nós estamos rezando pelas vocações. Logo depois desse apelo, vindo da constatação de que a messe é grande, mas os trabalhadores são poucos, Jesus chamou os discípulos. Mais uma ação dele, não é? Ele chama, ele não trabalha sozinho. É triste quando uma liderança diz assim: ‘Olha, eu já gostaria de entregar este cargo, mas ninguém quer assumir’. É necessário que as lideranças possam preparar outros para assumirem essa responsabilidade no dia a dia da vida, no serviço ao Senhor. Precisamos então escutar afinal esse apelo de Jesus que diz: ‘Em vosso caminho anunciai: O reino dos céus está próximo. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios’. Tudo isso aqui, então, é a orientação dada aos apóstolos. É por isso que nós somos católicos, acreditamos na sucessão dos apóstolos, nós somos chamados como católicos a anunciar a Palavra de Deus, como o próprio Jesus nos inspira e nos chama a fazer. E por fim, ele diz: ‘De graça recebestes, de graça deveis dar’. Então, nós temos esse compromisso como cristãos de anunciar a Palavra de Deus, não somente com palavras bonitas, mas também com atitudes que libertam, que abrem os olhos de uma realidade às vezes obscurecida pelo pecado e que cura as enfermidades, sobretudo as enfermidades do coração. Então, meus queridos irmãos e irmãs, deixemos que a Palavra de Deus chegue até nós e que nós também nos sintamos chamados por Deus para darmos continuidade de agora para frente a missão que ele iniciou e que nos convida e nos chama a prosseguir como verdadeiros discípulos e missionários.”
Neste dia, também, rezou-se por todos os dizimistas, que são muito importantes para a manutenção das atividades de evangelização da Paróquia. Ao final da Santa Missa, reforçou-se a importância do dia 15 de junho, início do Ano Jubilar de 70 anos da Diocese de Januária e suas respectivas festividades. Avisou-se que nesse mesmo dia, 15 de junho, não haveria missa naPparóquia Sagrada Família. Avisou-se também que no mês de julho se inicia as festividades em comemoração aos 61 anos de história da Paróquia Sagrada Família. E que o início dessas comemorações será com a Santa Missa com os sertanejos, no dia 28 de junho. Padre Pedro também informou sobre as visitas da equipe provincial da Congregação dos Missionários da Sagrada Família na Bolívia, onde esteve presente, e também em Moçambique (África) e no estado do Amazonas.
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Texto: Maria Cristine / PasCom Sagrada Família
Fotos: Laura Medrado / PasCom Sagrada Família