
A Santa Missa do 24º Domingo do Tempo Comum aconteceu no dia 13 de setembro de 2026, na Matriz da Paróquia Sagrada Família em Januária-MG, 19h, e foi presidida pelo pároco Padre Pedro Leonides, msf. O Padre Pedro enfatizou em sua homilia que, assim como o “rei” perdoou a imensa dívida do empregado na parábola, nós somos chamados a perdoar as faltas dos nossos irmãos. O perdão é apresentado como um caminho essencial para libertar o coração do rancor e permitir a vivência plena da fé. Veja alguns destaques:
“Meus queridos irmãos e irmãs, a liturgia de hoje que apresenta esse tema que é tão importante em nossa vida, faz parte do dia a dia das nossas vidas, esse tema que é o perdão deixa para nós muitas perguntas. A própria liturgia vai apresentando essas perguntas no decorrer do que nós ouvimos. E diante dessa situação também nós podemos fazer uma pergunta, uma pergunta muito pessoal: O que eu tenho guardado no meu coração? Rancor? Estou com raiva de alguém? Com sentimento de vingança? E tantas outras perguntas poderão ser feitas para que nós possamos também fazer o nosso discernimento, pois a vida vai nos impondo situações a ponto de sobrecarregar muito o nosso coração, nossos sentimentos. Mas o livro do Eclesiástico vai dizer já no início do texto que nós ouvimos hoje, o rancor, a raiva são coisas detestáveis. E se são detestáveis, por que que a gente guarda? Até o pecador procura dominá-los. E será que consegue? Como eu vou dominar o sentimento da raiva, do rancor, do ódio, sentimento de vingança? Será que consigo dominar? E quem se vingar encontrará a vingança do Senhor, pedirá severas contas dos seus pecados.”
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“Aí agora nós chegamos em um momento desses questionamentos, desta reflexão que vai nos encaminhando para o que nós ouvimos no Evangelho. Para compreendermos o Evangelho de hoje, a resposta de Jesus a Pedro, cuja pergunta é: ‘Quantas vezes devo perdoar? Sete vezes?’ Jesus conta uma história para deixar bem claro que nós somos esse empregado devedor de uma grande fortuna. Você, eu, nós somos esses devedores. Tomar consciência dessa nossa condição de grandes devedores é fundamental para que nós possamos também reconhecer o amor de Deus para conosco. Ele é esse rei que perdoou, que já nos perdoou dessa grande dívida que nós contraímos. Porque todos nós somos pecadores. E é por isso que Jesus conta essa história para que os discípulos compreendam a nossa condição de discípulos, de companheiros de caminhada, de pecadores. No entanto, nos coloca também diante dessa situação do dia a dia, que é a convivência que nos desafia a todo momento, porque nós convivemos conosco mesmo e nem sempre nós nos suportamos. Ficamos nos punindo, carregando o peso de raiva, de sentimentos ruins em nosso coração. Não conseguimos viver harmonicamente e por isso também nós temos dificuldade de conviver com o nosso irmão, com a nossa irmã. Achamos que os outros nos devem porque cometeram injustiça conosco, porque pisou na bola e não conseguimos perdoar.”
Santa Missa I 24º Domingo do Tempo Comum I 13/09/2026 I 19h
“Diante do nosso irmão, da nossa irmã na convivência, somos devedores ou nos devem uma quantia pequena comparável a 100 moedas. É um mínimo diante da grande fortuna que nós devemos a Deus. Às vezes nós nos justificamos, nós não, eu não tenho condição de perdoar. Ele foi duro demais comigo. A injustiça é grande, o prejuízo é muito grande. Aos olhos de Deus é possível. Essa dívida é pequena, porque a dívida maior ele já pagou na pessoa do seu próprio Filho, que se entregou por nós. Se entregou totalmente por amor, quando no alto da cruz ele diz: ‘Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem.’ “
Sobre a importância da devolução do Dízimo, Pe. Pedro orientou o seguinte:
“Você, dizimista, você que contribui de alguma forma para que a Igreja continue cumprindo a sua missão, você está demonstrando que já reconheceu o perdão e o amor de Deus. E não é fazendo promessa para que ele te dê mais, não. Como muitos pregam por aí. Se você der o dízimo, você vai ser beneficiado. Não, nós já somos beneficiados. Fomos perdoados por Deus da fortuna que nós devíamos.”
Após a oração do dízimo, os casais do ECC (Encontro de Casais com Cristo) participaram da procissão do ofertório. A celebração finalizou com os avisos paroquiais, incluindo informações sobre o retiro missionário diocesano e a festa de Nossa Senhora da Salette a nível paroquial.