Pe. Laurindo: “Diante das nossas fraquezas, louvamos e agradecemos a Deus por este ciclo de missão que aqui realizamos”!

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Pe. Laurindo: “Diante das nossas fraquezas, louvamos e agradecemos a Deus por este ciclo de missão que aqui realizamos”!

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Na manhã do domingo, 1º de fevereiro, toda a comunidade reuniu-se na Matriz Sagrada Família, às 9 horas, para a Missa em Ação de Graças pelos trabalhos realizados pelo Padre Laurindo Aguiar, msf na Paróquia. Padre Laurindo, após quase 15 anos de dedicação à Paróquia Sagrada Família em Januária,  segue agora, em missão, para a Paróquia São José Operário, que fica na Ilha do Governador, no cidade do Rio de Janeiro.

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Todos os movimentos, pastorais e ministérios, bem como todas as comunidades estavam presentes e foram acolhidos no início da Santa Missa, que foi presidida pelo Pe. Laurindo Aguiar, msf, e concelebrada pelos Vigários Pe. Herbert Rohleder, msf e Pe. Marconi Nunes Lira, msf. Após Pe. Marconi proclamar o Evangelho, assim refletiu Pe. Laurindo em sua homilia:

 

“Queridos irmãos e irmãs, como alguns estavam anunciando, a missa de despedida do padre Laurindo. Então, quando nós falamos a missa de despedida, parece que dá uma tristeza na gente, né? Parece que nunca mais a gente vai se encontrar. Parece que os caminhos sempre nos levarão a desencontros. Mas dizer que não é uma missa de despedida, nesse sentido, mas uma Missa em Ação de Graças. Ação de Graças a Deus pela vida, pela missão aqui realizada. Quando nós falamos de Missa em Ação de Graças, como o padre sempre costuma dizer, que celebrar é um ato de reconhecer algo que recebeu. Nós estamos celebrando, reconhecendo que Deus nos acompanhou ao longo desses anos. Deus fecundou as nossas vidas para que pudéssemos aqui desenvolver todo um trabalho”.

 

 

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“Hoje nós escutamos o Evangelho das bem-aventuranças. Poderíamos olhar para este evangelho, como algumas frases às vezes incompreensíveis, porque aquilo que Jesus apresenta para nós como projeto de vida, projeto de Deus, estilo de vida, parece uma contradição daquilo que nos é apresentado pelo mundo. Mas o que Jesus nos apresenta é o retrato da sua própria vida, do seu estilo de vida. E dizer que nós fomos moldados, transformados no estilo de vida de Jesus, para que não percamos o rumo como chegar ao céu. Jesus fala: ‘Olha, nós queremos chegar ao céu, mas como que nós devemos viver? Como nós devemos agir?’ Então, importante, queridos irmãos e irmãs, o mapa que Jesus nos coloca: ‘Felizes aqueles que aos olhos do mundo parecem frágeis, pequenos, vulneráveis, mas a estes Jesus destaca.’ Felizes são eles que confiam e entregam suas vidas totalmente a Deus. Então assim, à luz deste evangelho das bem-aventuranças, nós hoje aqui nos reunimos para esta Missa de Ação de Graças, essa missa de louvor, de agradecimento a Deus. E olhando para o passado, nós vamos percebendo o início da nossa caminhada missionária aqui em Januária. A Paróquia Sagrada Família, que era composta, sua atuação em dois municípios, Cônego Marinho e Januária. Onde no Cônego Marinho iniciei a minha vida, o meu ministério sacerdotal. Recordamos o início da nossa caminhada, chamados a reconhecer que a nossa missão ou a missão da Igreja, ela se funda e se baseia de modo muito especial nas bem-aventuranças. Felizes os pobres em espírito, resgatando essa dimensão da fragilidade da pessoa humana, do ser humano, de cada um de nós. Porque é a partir desta realidade que Deus pode ainda mais fecundar as nossas vidas, tocar os nossos corações. Feliz os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus, o reino de Deus”.

 

“Então aqui nós chegamos em Januária para iniciar um tempo de missão e recordo que aqui cheguei em 23 de novembro de 2009, logo após concluir o curso de teologia pelo Instituto Santo Tomás de Aquino em Belo Horizonte. E aqui destaco que eu não cheguei aqui como estou hoje, nesse sentido de pobre, nesse sentido mais concreto, de uma pessoa inexperiente, insegura, e também marcado por um certo medo, realidade que me acompanhava assim no início. E aqui cheguei para compor, primeiramente como membro de uma congregação religiosa. Nós somos enviados para viver em comunidade e aqui a época encontrei o padre Herbert, que aqui já estava, e também o padre João Paulo, e Jorge Paulo. Aqui nós iniciamos os nossos trabalhos. Em 22 de fevereiro de 2010 fui ordenado diácono e 13 de agosto foi ordenado sacerdote para servir a igreja a partir da nossa congregação dos missionários da Sagrada Família. Então, relatando este caminho, dizer que aqui eu fui inserido, aqui eu fui aprendendo a ser também religioso, a ser missionário e superando assim as primeiras dificuldades. Dizer que a graça de Deus desde o início nos acompanhou nesta missão em nosso ministério. Porque se não confiamos em Deus, se não colocamos a razão da nossa missão, do nosso ser, da nossa vida em Deus, provavelmente não estaríamos aqui hoje celebrando esta nossa caminhada em conjunto, essa nossa caminhada comunitária”.

 

Santa Missa |Ação de Graças pelo trabalho do Padre Laurindo, msf | 01/02/2026 – Domingo | 09h.

“Felizes os que tem fome e sede de justiça. E aqui destacamos uma Igreja que tem fome e sede de justiça. É uma Igreja viva e comprometida, consciente da sua missão, da sua tarefa, porque serão saciados. Olha, para mim tanto faz. Eu sou indiferente à vida das pessoas. Questão de justiça, de alguém que passa fome, não. Isso não deve ser a atitude do cristão. Uma Igreja que tem fome e sede de justiça é uma Igreja que se faz próxima. É a Igreja que participa da vida e dá soluções também para as situações que são apresentadas em comunidade, também em sociedade. E graças a Deus destacamos aqui um tempo, de modo especial, o tempo da pandemia. Como que esse senso de participação dessa Igreja viva, ela funcionou bem, de uma Igreja com um verdadeiro espírito de sinodalidade, de caminhar juntos, de uma Igreja que aprendeu do seu mestre Jesus. Quanto sofrimento, quantas dores, quantos desafios nós passamos naquele contexto da pandemia. Lembro que aqui o padre celebrava com aquelas máscaras. Lembro que nós nos isolamos, nos afastamos uns dos outros, celebramos numa capelinha ali e transmitindo aquela missa com áudio horrível, para fazer chegar, para gerar proximidade, não perdermos o vínculo, para que vocês também não se distanciassem da Palavra de Deus. Os desafios que nós vivemos e sofremos coletivamente. Então, hoje talvez poderia estar triste. Triste porque nos apegamos, nos vinculamos, somos afetados. Somos afetados pela vida do outro, mas alegre por Deus nos permitir cumprir com a nossa missão. Somos servos inúteis, não fizemos mais do que deveríamos fazer. E se assim contribuímos com a edificação de cada um, com a edificação da nossa Igreja, participamos, cumprimos com a missão para a qual fui designado, para a qual fui chamado”.

 

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“Queridos irmãos e irmãs, recordando o grande missionário da Igreja São Paulo, que saiu a fundar comunidades, a criar comunidades, anunciando o evangelho, o reino. Muitas comunidades foram criadas ao longo desses 15 anos que aqui vivi em comunidade. Duas paróquias foram criadas a partir desta Paróquia Sagrada Família: São Vicente Paulo e Nossa Senhora Rainha da Paz. Algumas pastorais ou movimentos foram criados ao longo deste tempo, destacando esta Igreja viva que busca responder aos desafios do mundo atual, que passa pela família, que passa este mundo do trabalho, das tecnologias. Hoje temos aí a Pastoral da Comunicação que passa por esta Igreja missionária, destacando esse ardor missionário que nós, como religiosos da Congregação dos Missionários da Sagrada Família  é muito mais forte, muito mais profundo. Então, para nós é um motivo de graça. Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Reconhecemos que as sementes ou a semente que é a Palavra de Deus foi lançada, fez de uma maneira tímida, depois foi crescendo, foi ampliando; mas a Palavra de Deus foi lançada. E essa Palavra de Deus que foi lançada, não hoje, mas há tanto tempo, destacar aqui o nosso irmão padre Herbert, que desde quantos anos ele está aqui lançando esta palavra. Vejo aqui os idosos, dona Ilsa, dona Idê, mais outros irmãos aqui, aonde essa palavra já foi lançada há muito tempo. E essas pessoas estão aí dando testemunho, sendo um sinal de sabedoria para todos nós. Vendo aqui tantas famílias, adultos, perceber que aquilo que foi lançado foi cultivado, a semente lançada e cultivada”.

 

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“Nós vivemos nesse período aqui um tempo de bênção, de graças, aonde nós cultivamos a semente que alguém lançou, aonde também podemos cultivar a semente também que nós lançamos. Então, motivo de fato de alegria, amados irmãos e irmãs, que possamos como Igreja, como comunidade, continuar lançando a semente, cultivando esta semente, não de mês em mês, mas cultivando essa semente diariamente, para que a misericórdia de Deus, para que os frutos sejam colhidos e percebidos pelo mundo que ainda não conhece a Deus. Encerrar este ciclo aqui como pároco desta Paróquia Sagrada Família é reconhecer que nós não somos perfeitos. Reconhecemos que somos imperfeitos. Gostaríamos de entregar o melhor, nem sempre entregamos o melhor que deveríamos entregar. Reconhecemos, como nos diz a palavra, que nós fomos feitos, somos tesouros em vasos de barro. Muitas vezes quebramos, vacilamos, mas diante das nossas fraquezas, louvamos e agradecemos a Deus por este ciclo de missão que aqui realizamos. Esperamos que este Deus que nos guiou até aqui continue guiando a vida, a missão de todos vocês que aqui permanecem. E quando nós confiamos, nós começamos a caminhar. Quando nós confiamos, começamos a servir. E finalizo trazendo o nosso modelo maior da nossa vida missionária, a Sagrada Família, que é modelo de fé, comunhão e missão para esta paróquia, para todos nós, para as nossas famílias. Que Deus abençoe cada um, cada família, cada pastoral, cada movimento, cada comunidade, cada irmão, irmã e recompense por toda doação, corresponsabilidade, testemunho nesta paróquia, que cada um é parte, aonde você esteve ao longo desses anos, pode ter certeza que tem a sua presença, tem o seu Sim, tem o seu testemunho e nós louvamos, bendizemos a Deus por nos ajudar a caminhar e a testemunhar este amor de Deus tão necessário para o mundo de hoje. Que assim seja para todo sempre. Amém”.

 
Após a comunhão, os paroquianos Francisco e Luciana leram uma mensagem para o Padre Laurindo. Foi feito um breve relato da sua história, desde o seu sim ao chamado de Deus, o seu caminhar pelo seminário, a sua chegada à nossa Paróquia e um pouco das missões realizadas ao longo desses 15 anos de dedicação à nossa comunidade. Ao final, o casal entregou uma placa de homenagem em nome de todos os paroquianos. Os representantes das comunidades, movimentos, pastorais e serviços ofertaram flores ao Padre Laurindo e membros das comunidades ofereceram a ele muitos presentes em um momento de muita emoção, regada a choro, abraços e palavras de agradecimento.

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Ao final da Santa Missa, Padre Laurindo concedeu a bênção final e toda a comunidade reuniu-se embaixo das mangueiras para um delicioso almoço que foi servido. Uma tarde muito agradável, com música ambiente e partilha marcou o encerramento desse dia de ação de graças.

 

Texto: Juciane Francisca / PasCom Sagrada Família

Fotos: Laura Medrado / PasCom Sagrada Família