Pe. Francisco: “O nosso amor a Jesus deve chegar primeiro”.

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Pe. Francisco: “O nosso amor a Jesus deve chegar primeiro”.

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 A Santa Missa do Domingo da Ressurreição do Senhor, realizada na Matriz da Paróquia Sagrada Família em Januária-MG, no dia 05 de abril de 2026, às 19h, foi presidida pelo Pe. Marconi Nunes Lira, msf e concelebrada pelo Padre Francisco.  A celebração foi marcada por um tom de júbilo pela vitória de Cristo sobre a morte e o pecado. O Ministério de Música da Comunidade Santo Antônio animou a missa com cânticos pascais. Padre Marconi incensou o altar e o Círio Pascal.  Em seguida, ele deu as boas-vindas ao Padre Francisco, que é originário da Paróquia Sagrada Família.

Pe. Francisco proclamou o Evangelho de São João e proferiu a homilia. Veja alguns trechos:

 

“Caro padre Marconi, queridos irmãos e irmãs, hoje estamos celebrando o maior evento de todos os tempos. O Deus, nosso Deus Jesus Cristo, que se fez homem, passou pela dor, pela Paixão, morreu, foi sepultado, mas não ficou no sepulcro. Ele ressuscitou, está vivo, como nos disse a Escritura. E esta notícia que parece não ser mais uma novidade, porque todos os anos nós celebramos e insistentemente repetimos, não pode passar despercebida na nossa vida como cristãos. Essa notícia deve ser relembrada e essa missa ela é tão importante que nós, a Igreja, celebramos a oitava de Páscoa. O que significa? Significa que esta celebração é tão grande que não cabe somente em uma missa. Nós vamos celebrar toda esta semana como se fosse um domingo, celebrando, rememorando este grande evento: o Deus que se fez homem, que passou pelo sepulcro, pela morte, mas ressuscitou, está vivo no nosso meio. E esta notícia deve fazer com que nós nos alegremos, porque esta também é nossa esperança de ressuscitar com Ele. Isso é muito importante relembrarmos, porque, ao longo de séculos, milênios, a nossa humanidade, o nosso corpo, existe uma luta entre a vida e a morte. Constantemente, milhares e milhões de células no nosso corpo morrem todos os dias. Elas morrem, mas também nascem outras. Então, existe dentro de nós uma luta entre a vida e a morte.”

 

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“Nós sabemos que no decorrer dos tempos a morte sempre vencia. A morte levou grandes homens da humanidade. Quero lembrar de algumas personalidades bíblicas que sabemos que se destacaram ao longo da história. Por exemplo, o homem mais forte que existiu na Sagrada Escritura se chamava Sansão, mas ele não venceu a morte. Outro que viveu muitos e muitos anos, mas que também morreu, se chamava Matusalém. Ele viveu 969 anos, mas não resistiu à morte. Morreu também. Nós vamos perceber que, no decorrer dos anos, a morte sempre estava vencendo, mas ao vir do céu o nosso Deus e Senhor Jesus Cristo – e nós sabemos que São Paulo lembra para nós – Ele esvaziou-se de si mesmo e se tornou um homem como nós, que sente dor, que sofre. Ele também passou pela morte. É muito interessante recordar que nós somos constituídos de corpo e alma. E também o nosso Senhor Jesus Cristo, o seu corpo divino, sua alma santíssima, também estava constituído dessa mesma forma. O que aconteceu quando Jesus morreu? Assim como sabemos, na cruz, Jesus diz: ‘Pai, em suas mãos eu entrego o meu espírito’. Jesus morre na cruz e entrega o seu espírito. A partir desse momento, a sua santíssima alma sai do corpo e vai para a mansão dos mortos. E nós sabemos que, depois de três dias, a sua alma santíssima volta para o corpo e aquele corpo já não é mais o mesmo: torna-se um corpo glorioso. Nós agora percebemos que Jesus ressuscita e quer também que nós ressuscitemos com Ele.”

 

Santa Missa/ Ressurreição do Senhor/ Domingo /05/04/2026 / 19h

 

“Voltando novamente à nossa reflexão, nós somos convidados neste momento a recordar deste grande evento. Jesus é nossa luz que ilumina os nossos caminhos. E é muito importante recordar o Evangelho de hoje que comprova esse evento. Quando as mulheres, Maria Madalena, chegam ao túmulo, ele estava aberto. Significa que Jesus não estava lá, que Ele não está morto, não está sepultado, que Ele está vivo. E ela vai avisar a Simão Pedro e ao outro discípulo, aquele que Jesus amava. Por que o Evangelho não colocou o nome nesse discípulo? Porque esse discípulo que Jesus amava, hoje somos cada um de nós. É você, sou eu, somos todos nós em quem Jesus também ama. E vejam que interessante: quando Pedro e esse discípulo que Jesus amava souberam que o túmulo estava vazio, o que eles fizeram? Saíram correndo ao encontro do túmulo para verem e presenciarem aquele fato. O discípulo que Jesus amava correu mais depressa, mas ele não entrou. Isso tem um significado: o amor sempre chega primeiro. O nosso amor a Jesus deve chegar primeiro, ir sempre à frente. É a luz de Jesus que nos inspira, que nos ajuda, nos acompanha em nosso dia a dia. É interessante porque, ao chegar no túmulo, quem entrou primeiro foi Pedro. Isso também tem um significado: Pedro representa a autoridade, o escolhido por Jesus. Jesus elege o seu representante diante de toda a comunidade. Pedro foi eleito como aquele em que Ele iria construir a sua Igreja e os poderes do inferno nunca prevalecerão sobre ela. A nossa Igreja Católica é a instituição mais antiga que existe, porque foi fundada pelo nosso Mestre e Senhor Jesus Cristo.”

 

 

 

Após a comunhão e a oração final, avisou-se sobre o encontro do ECC e sobre a devolução do Dízimo, no próximo fim de semana, dias 11 e 12 de abril. Padre Marconi fez um agradecimento especial ao Padre Francisco, e proferiu a bênção final.

 

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Texto e foto: Alisson Faria / PasCom Sagrada Família