Padre Laurindo: “A justiça de Deus é que todos tenham vida”!

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Padre Laurindo: “A justiça de Deus é que todos tenham vida”!

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No domingo, vinte e quatro de setembro, foi um dia muito especial na Paróquia Sagrada Família. À tarde, deu início com música e oração a Festa de Nossa Senhora da Salette. Ela que nos convida ao seguimento de Jesus, a acolher a luz que resplandece da cruz.  A Legião de Maria rezou o Santo Terço e a Ladainha junto com o pároco Pe. Laurindo Aguiar, msf e todos que estiveram presentes na Matriz. A participação dos fiéis pela transmissão no Canal do Youtube da Paróquia também foi bastante significativa. Após este momento oracional, Pe. Laurindo refletiu um pouquinho sobre a história de Nossa Senhora da Salette. Em seguida, todos os presentes adoraram o Santíssimo Sacramento.

A Santa Missa das dezenove horas foi presidida pelo Pe. Laurindo, que assim refletiu em sua homilia:

“O Evangelho que hoje escutamos é dirigido aos discípulos. Falar dos discípulos é falar da comunidade, da vida da Igreja e de nós também. A palavra que é viva, é dinâmica e atual. O contexto aqui na comunidade, quais são as pessoas mais valorizadas na nossa comunidade? Quais são os princípios e valores que regem a comunidade? São os princípios do mundo, os princípios do reino ou os de Deus? Dentro da comunidade existia aquela disputa, vaidade de quem é que teria mais privilégio. Quem deveria ser mais atendido, mais respeitado e assim por diante. Jesus vai contar a parábola do patrão que saiu para contratar trabalhadores. O Evangelho nos cita que o patrão saiu e a promessa foi de que ele pagaria o que fosse justo. Mas o que é a justiça para Deus? Como Deus compreende a justiça? E aí um grupo foi contrato às nove horas, outro ao meio dia, outro às três horas da tarde e outro às cinco. A inversão da lógica desse mundo, porque a ideia é que os primeiros serão os primeiros. E aqui o patrão que pede o administrador para pagar uma diária para todos e não começa pelos primeiros, começa pelos últimos.”

 

 

“E começamos a nos perguntar: ‘Mas quem chegou cinco horas; trabalhou será que quantas horas, quantos minutos? E aquele que começou a trabalhar por último recebeu uma diária completa. Aí começamos a pensar com quanta alegria aquela pessoa ficou. Aquela pessoa estava ali sem saber o que fazer, sem saber como sobreviver e dar conta de tantas demandas que a vida havia lhe colocado. E do nada alguém lhe contrata e é tão generoso, misericordioso para com ele. E qual foi o comportamento dos outros? Eles ficaram alegres, gratos pela vitória daquele que alcançou a bondade do patrão, que aqui é Deus? Não, eles começaram a murmurar e pensavam: ‘Se aquele homem tinha recebido uma diária eles iriam receber muito mais.’ E aí pensamos, amados irmãos e irmãs: O que é a justiça de Deus? O que é que mata o homem e tira a sua felicidade? É a ganância. Quanto mais ele tem, mais ele quer. Às vezes, é aquele que quer reinar sozinho, que quer sobressair sozinho e se entristece quando alguém vence. E aí o patrão vai dizer que o que ele pagou não foi o justo, mas o necessário para que aquele homem continuasse vivendo com dignidade, com respeito, tendo aquilo que precisa, porque a justiça de Deus é que todos tenham vida, como nos diz Jesus.”

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“O que Deus nos proporciona é o necessário para vivermos com liberdade, com dignidade; não precisaria de mais nada. O Evangelho termina com o patrão dizendo: ‘Você está com inveja porque eu estou sendo bom?’ Às vezes, dentro da comunidade, temos isso porque a justiça de Deus significa que ele tem me dado o necessário, mas nem sempre eu sou grato a Deus por aquilo que ele tem me proporcionado, eu quero mais. Mas eu quero mais sozinho, é a inveja. E o que é a inveja? O invejoso, muitas vezes, não é aquele que quer o que você tem, mas quer que você não tenha, porque se tiver você terá mais brilho, vai chamar a atenção das outras pessoas. É como a bondade, eu não sou bom porque o outro é ruim. Deus não é bom porque nós somos ruins. Deus é bom porque é um atributo dele ser bom. Deus não é outra coisa se não misericordioso, amoroso. Então, para nós, eu não sou bom porque o outro é ruim. Eu sou bom em mim mesmo. Isso faz toda a diferença e elimina de nós muito sofrimento e muitas angústias. Jesus é o nosso modelo máximo de como devemos nos compreender enquanto pessoas e filhos amados de Deus.”

Antes da bênção final, Padre Laurindo fez a transição da equipe de festeiros do ano de 2023, para a nova equipe que assumirá os festejos do próximo ano. “Convido a equipe aqui à frente com o nosso coração agradecido pela amizade construída. Gratidão pelo trabalho realizado em nossa Paróquia neste ano,” disse Pe. Laurindo. As duas equipes se apresentaram e receberam o carinho de toda a comunidade. Todos juntos consagraram as famílias à Nossa Senhora da Salette.

 

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Texto: Juciane Francisca / Pascom Sagrada Família

Foto: Iasmim Soares Lisboa / PasCom Sagrada Família