Pe. Pedro: “Pensar as coisas de Deus é ser fiel ao projeto de Jesus.”

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agosto 26, 2026

Pe. Pedro: “Pensar as coisas de Deus é ser fiel ao projeto de Jesus.”

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Aconteceu no domingo, 30 de agosto de 2026, às 19h, na Matriz da Paróquia Sagrada Família a Santa Missa do 22º Domingo do Tempo Comum. O pároco Pe. Pedro Leonides, msf presidiu a celebração eucarística. O Evangelho de São Mateus  narrou Jesus anunciando sua Paixão e repreendendo o apóstolo Pedro. Na homilia, Pe. Pedro refletiu sobre o chamado vocacional, a importância de “pensar as coisas de Deus” em vez das “coisas dos homens” e a coragem de assumir a cruz no seguimento de Cristo. Seguem alguns destaques de sua reflexão:

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“Meus queridos irmãos e irmãs, durante esse mês de agosto, estamos finalizando o mês vocacional. Tivemos a oportunidade de refletir sobre a nossa intimidade com Deus, como ele fala conosco e até nos chama e como temos respondido a esse chamado. Hoje em especial contemplando a vocação do catequista chamado por Deus para ensinar, para anunciar a Palavra de Deus, os ensinamentos por ele dirigido a nós. Queremos acolhendo a Palavra de Deus também demonstrar a nossa gratidão a ele por ter-nos chamado para tão nobre ministério ou, no caso de muitas pessoas aqui, para esse tesouro que é a família, a família humana cristã. Como é bom ser família chamada por Deus, para expressar enquanto família a sua vontade, o seu projeto de amor.”

 

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Após uma dinâmica com a assembleia, onde Padre Pedro pediu a todos que cantassem novamente o refrão do salmo, o sacerdote continuou sua homilia:

“Muito bem. É assim que deve acontecer no momento mesmo em que o salmo é cantado pelo salmista, não é? Cantou uma vez, a assembleia vai cantar repetidas vezes, não é? Fazendo ressoar esta mensagem. E aí nós contemplamos nesse salmo o reconhecimento de que Deus é bom. Ele está presente. Nós podemos contemplá-lo no templo vendo a sua glória. E eu diria, nós podemos contemplá-lo também na natureza. Eu estava hoje numa comunidade celebrando a festa de São Raimundo Nonato, Sítio Novo. É interessante, não é? Já faz uns dias que não chove, mas já tem árvores brotando e folhas bem novinhas, bem sensíveis, resistem um dia todo e mais um dia, semanas inteiras, esperando a chuva. Fica no sol parado, sem se movimentar. Você que é a maior parte do seu corpo água e mesmo assim você não suportará o sol. No entanto, meus queridos irmãos e irmãs, a natureza dá exemplo  para nós. Ela reserva o que precisa para esperar a chuva chegar. Estava debaixo de um pé de umbuzeiro e aí de vez em quando caía algo bem fresquinho no nosso corpo, não é? E eram as flores. Tão pequenininhas, mas tão frescas diante do calor do meio-dia. Quem sabe assim nós podemos contemplar, superando a ilusão da inteligência artificial, contemplar esse mistério que somente Deus é capaz de criar e de nos proporcionar no dia a dia das nossas vidas. E será que nós conseguimos agradecer por isso? Somos chamados a cuidar também da terra muitas vezes sedenta, por falta do nosso cuidado, da nossa atenção para com a criação.”

 

Santa Missa | 22º Domingo do Tempo Comum | 30/08/2026 | 19h

 

“Quando Jesus estava demonstrando que iria enfrentar essa situação, que iria continuar a sua missão por amor e por obediência ao Pai, Pedro chama ele em particular e começa reprimi-lo, dizendo: ‘Isso não vai acontecer. Deus não vai deixar que isso aconteça.’ É o mesmo que eu estou escutando algumas pessoas falarem, não é? Quando resistem a um desafio maior na vida, a gente atribui a Deus, não é, aquilo que nós não queremos. E quando ele quer que a gente vai e nós não temos vontade, como fica a resposta à nossa vocação? Então, Jesus deu uma resposta bem diferente a Pedro do que aquela que ele deu no domingo passado. Lembram? Ele diz assim: ‘Você é feliz, Pedro, porque não foi nenhum ser humano que te revelou isso, mas o Pai que está no céu.’ E ele então realmente confiou em Pedro como uma pedra angular, uma pedra de edificação da Igreja. E nós consideramos que Pedro representa a comunidade, representa nós. Não ficamos apontando o dedo para Pedro, porque nós também vivemos essa contradição. Ora, deixamos Deus falar através de nós. Ora, resistimos e queremos impedir o projeto dele, até mesmo na pessoa de Jesus. E foi isso que aconteceu com Pedro quando ele foi afastado. ‘Afasta de mim, Satanás, porque você não pensa as coisas de Deus e pensa as coisas dos homens.’ E aqui que eu gostaria de chamar atenção para o como nós estamos pensando.”

 

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“Olha, é desafiador, minha gente. Nós corremos o risco de aprovar projetos, de seguir caminhos que pensam as coisas dos homens, que não conseguem contemplar as coisas de Deus. E aí ele fala para os discípulos, fazendo um desafio. ‘Quem quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga.’ Aí está o projeto de Jesus. Ele é fiel, está indo para Jerusalém, sabe que vai sofrer, vai morrer, mas vai ressuscitar. Nem sempre nós conseguimos aceitar isso porque não acreditamos na ressurreição ou quem sabe não temos coragem de enfrentar a cruz. E aí, voltando a esses dois caminhos pelos quais estou convidando vocês a refletir, pensemos assim: ‘Eu estou pensando mais as coisas de Deus ou as coisas dos homens? Quanto tempo eu tiro da minha vida para pensar as coisas de Deus? E o que que significa pensar as coisas de Deus? Pensar as coisas dos homens é pensar em si mesmo, na sua própria profissão, no seu salário, no que pode acumular. É ser egoísta, é não se preocupar com o problema dos outros, é não se colocar à disposição para servir. É ter poder a todo custo para governar ou para oprimir, para se achar o melhor e não colaborar na construção de um mundo fraterno, com justiça e com paz. Será que nós muitas vezes não nos enganamos e aprovamos esses projetos enquanto pensamos pequeno, pensamos as coisas dos homens? Agora, pensar as coisas de Deus é ser fiel ao projeto de Jesus, é tomar a cruz e segui-lo. É perder a vida. E o que que significa isso? Perder a vida significa amar de tal forma como ele amou, a ponto de entregar a sua vida por amor, para servir, para anunciar o seu reino. É ter a coragem de subir a Jerusalém. É acreditar que ele vai ressuscitar e nós também com ele vamos ressuscitar. É acreditar no reino, é anunciar esse reino. Estamos fazendo isso, meus queridos irmãos e irmãs?”

 

 

 

A missa encerrou com homenagens e agradecimentos ao ministro extraordinário da comunhão André, que vai mudar para outra cidade. Em seguida, cantou-se os parabéns aos aniversariantes do dia , incluindo o casal Antônio e Laurita que celebrou 44 anos de matrimônio.

 

Texto e fotos: Alisson José de Faria / PasCom Sagrada Família