Pe. Marconi: “A nossa convivência precisa ser uma convivência fraterna”.

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junho 6, 2026

Pe. Marconi: “A nossa convivência precisa ser uma convivência fraterna”.

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A missa do 10º Domingo do Tempo Comum, 07 de junho, às 19 horas, na Matriz da Paróquia Sagrada Família, foi presidida pelo Padre Marconi Nunes Lira, msf que assim refletiu em sua homilia:

“As leituras de hoje elas nos falam de um Deus rico em misericórdia. Nos falam também sobre Jesus como o mestre da justiça. Jesus também que pede que nós possamos agir com misericórdia. Ou seja, a prática da misericórdia é que vai fazer com que nós todos sejamos levados para o reino de Deus.  A palavra misericórdia tem uma raiz “córdia”. Daí aparece a palavra coração, ou seja, cordia é uma palavra que vai ter o sentido de coração. Por isso, significa que nós precisamos agir com o nosso coração e não somente da boca para fora. Na Primeira Leitura, o profeta Oséias vai falar sobre essa questão de falar muito. Falar muito é importante, mas a prática, nossa prática com gestos concretos é que vai fazer com que nós possamos testemunhar a nossa fé em Deus, o nosso Pai. E o profeta Oséias é um profeta do campo, e por isso mesmo ele fala inicialmente sobre as chuvas, sobre o tempo de chuva. E ele vai dizer que no tempo da chuva os agricultores são favorecidos pela chuva que Deus manda para todos. Depois ele vai falar sobre Efraim e Judá. Ou seja, o profeta Oséias vai dizer que os outros profetas que vieram antes dele condenaram a prática do povo de Efraim e Judá. Ou seja, por quê? Porque era um povo que marginalizava, oprimia as pessoas, os camponeses. Por isso mesmo o profeta vai falar que Deus virá fazer justiça contra esses opressores, contra o povo de Judá e de Efraim”.

 

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“A Segunda Leitura de hoje, Paulo vai trazer para nós a imagem, a presença de Abraão. Abraão que é considerado nosso pai na fé. E Paulo vai falar justamente sobre essa fé de Abraão. Uma fé viva, uma fé que faz com que ele, Abraão, com 100 anos, supere todas as dificuldades que ele tem e vai ser considerado o pai de todos os que creem, justamente pelo fato de que ele, sendo um homem já com idade avançada e Sara, sua esposa, não podendo ter filhos porque era estéril, eles vão confiar na providência divina. Paulo vai mostrar para nós que Abraão é aquele que espera contra toda esperança. Ou seja, tudo estava previsto para Abraão e Sara não terem futuro próspero. Mas Deus promete a Abraão uma grande descendência. E os descendentes de Abraão, os descendentes e as descendentes somos todos nós que acreditamos, temos fé nesse Deus do impossível”.

 

Santa Missa | 10º Domingo do Tempo Comum I 07/06/2026 I 19h

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“No Evangelho de hoje Mateus apresenta Jesus como o mestre da justiça. E Mateus mostra que para a gente entrar no reino de Deus não basta a gente não praticar a injustiça. É preciso que a gente pratique a justiça. Porque o reino dos céus para Mateus é sobretudo o reino da justiça. E Mateus mostra que no reino dos céus não há sequer um sinal de injustiça. Portanto, é necessário que nós todos pratiquemos sobretudo a justiça para podermos entrar no reino dos céus. Jesus, ele vai chamar Mateus, que está na coletoria de impostos, porque Mateus é cobrador de impostos. Mas é interessante que Jesus vai chamá-lo para estar no grupo com ele. Aqui nós temos Jesus chamando alguém que é pecador, que é considerado inclusive impuro na sociedade pelo fato de ser cobrador de impostos do imperador. E Mateus responde ao chamado, ou seja, segue Jesus. Em seguida, a cena mostra Jesus na casa de Mateus e lá estão também outros cobradores de impostos como Mateus e também pecadores que sentam-se à mesa com Jesus. Sentar-se à mesa significa eles estão fazendo refeições juntos. E também havia o grupo dos fariseus que estavam lá. E os fariseus chamam os discípulos e vão perguntar: ‘Como é que o mestre de vocês se junta aos cobradores de impostos e os fariseus?’ Os fariseus se sentiam separados. Por quê? Porque eles se sentiam puros, melhores do que todas as outras pessoas. Mas é interessante que os fariseus se sentiam puros, mas eles não faziam nada para serem puros, para serem melhores do que as outras pessoas. E aqui é onde Jesus vai justamente criticar o que os fariseus estão criticando, a forma como Jesus vai fazer refeição com os cobradores de impostos e os pecadores”.

 

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“Jesus é quem vai responder à pergunta que os fariseus fazem aos discípulos. E Jesus vai dizer para eles: ‘Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes.’ Jesus vai de certa forma zombar dos fariseus. ‘Vocês têm saúde?’ Na realidade Jesus vai dizer assim: ‘Vocês pensam que têm saúde? Vocês pensam que são puros? Vocês pensam que são melhores do que as outras pessoas, mas na realidade vocês não são nada disso do que vocês pensam, porque vocês, a prática de vocês os condena, porque a prática de vocês é uma prática de rejeição das pessoas, é uma prática discriminatória, é uma prática que não acolhe as pessoas, pelo contrário, é uma prática que exclui as pessoas.’ Então Jesus vai dizer: ‘Aprendei pois o que significa: Quero misericórdia e não sacrifício.’ Ou seja, Jesus vai dizer para os fariseus, também para nós, que ele quer misericórdia, que ele quer que nós ajamos com o coração. Dessa forma, a gente não vai rejeitar ninguém. A gente não vai querer ser melhor do que as outras pessoas. Jesus hoje mostra para nós de forma bem clara que nós todos precisamos uns dos outros. A nossa convivência precisa ser uma convivência fraterna, onde nós possamos incluir todas as pessoas na nossa convivência”.

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Antes da bênção final, Padre Marconi convidou a frente o casal Fabiano e Gisneia, que celebraram aniversário matrimonial. Também o paroquiano Welington que estava aniversariando. Toda a comunidade cantou os parabéns.

 

Texto: Juciane Francisca / PasCom Sagrada Família

Foto: Alisson Faria / PasCom Sagrada Família