

A Igreja iniciou na quinta-feira, 02 de abril, o Tríduo Pascal, com a celebração da Quinta-feira Santa. Nesta noite recordamos a Última Ceia de Jesus com seus discípulos antes de sua Paixão, e que, o Filho de Deus, se torna servo e lava os pés dos apóstolos. A Santa Missa foi presidida pelo Pároco Padre Pedro Leonides, msf, e concelebrada pelo Pedro Herbert Rohleder, msf. Após Padre Herbert proclamar o evangelho, assim refletiu padre Pedro:
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“Nesta noite, nós queremos, como nós somos chamados a fazer, celebrar memória, presença real e esperança. Fica marcado então nesta celebração o cordeiro que foi imolado por família, de acordo com o tamanho da família, cujo sangue seria colocado nas portas como um sinal para que Deus pudesse proteger aquele povo e libertá-lo da escravidão. Memória, porque somos esse povo de Deus necessitado de libertação e contamos com o amor de Deus que vem ao nosso socorro nos tirar da escravidão. Celebramos também presença real, porque nesta noite o próprio Filho de Deus se faz presente para nos ensinar um novo mandamento. E para garantir isso, ele institui a Eucaristia, garantia da sua presença, pão da vida, alimento de vida eterna. Mas, para que a Eucaristia seja permanente alimento das nossas vidas, também instituiu a ordem sacerdotal. Então, vamos meditar um pouco mais sobre esse grande mistério no qual nós estamos envolvidos, que é o mistério da entrega total de Jesus por amor, por obediência ao Pai, nos ensinando a amar como Ele amou, nos ensinando a fazer o que Ele fez para vivermos como verdadeira família, como Igreja que somos. Somos Igreja, somos um corpo que somos chamados a fazer isso em memória d’Ele. Então, meus queridos irmãos e irmãs, tendo como referência, guardando na memória viva a caminhada do povo de Deus, nós, como povo de Deus, hoje, como Igreja, celebramos esta noite na presença do Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos ensina o mandamento novo, o mandamento do amor”.
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“Ele nos amou tanto que não ficou somente com palavras. É importante nós considerarmos isso. E mais do que as palavras, e não vou me alongar muito nesta noite, porque eu convido vocês para fazer essa experiência do que Ele nos ordenou para fazer: ‘Fazei isto em memória de mim’. O mandamento novo do amor consiste nisso: No amor entrega, no amor serviço, no amor total. Como nós ouvimos na passagem do Evangelho de hoje, Jesus viveu esse momento de uma certa tensão, porque aquelas pessoas que Ele escolheu, os seus discípulos, no meio deles tinha alguém que o ia trair. E Jesus sabia disso, mas Ele estava também preparando os que com a sua fragilidade haveria de dar continuidade, garantindo a sua presença, o seu amor, o seu legado entre nós. E aquela noite aconteceu antes da festa da Páscoa, como nós ouvimos, Jesus sabia que já tinha chegado a sua hora. Diz assim o texto: ‘Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim’. Ou seja, Jesus continua nos amando até o fim. E aí então estava tomando a ceia e naquele momento ele realizou este ato do lava-pés, que nós vamos logo mais vivenciar. É interessante a gente observar nas palavras de Jesus. Olha, vocês me chamam de mestre, senhor e de fato eu sou. Vejam, eu que sou senhor e mestre, lavei os pés de vocês para dar um exemplo. Isso é muito importante, é significativo para nós. Ele dá um exemplo, Ele faz primeiro, não é? Nos mostra um caminho. Você, pai e mãe, se você quer que o seu filho siga esse caminho, siga Jesus, também deve fazer para dar o exemplo.”
Santa Missa | Quinta-feira – Ceia do Senhor Instituição da Eucaristia| 02/04/2026 | 19h
“Então Ele disse, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Vocês já se perguntaram o que que significa lavar os pés uns dos outros? Você já se perguntou como eu estou vivendo isso, obedecendo esse ensinamento de Jesus na prática? Como eu estou vivendo como Ele viveu, fazendo o que Ele fez? Isto é eucaristia, comunhão. Não é simplesmente entrar na fila ocasionalmente na hora da missa para receber a hóstia consagrada, como nós costumamos dizer. Fazer o que Ele fez significa estar em comunhão uns com os outros. Lavar os pés significa se colocar a serviço uns dos outros, viver a fraternidade, superar aquilo que nós já deveríamos ter superado, porque nós nos preparamos para esse dia de hoje. As rivalidades, as intrigas, as maldades que às vezes nós cultivamos em nosso coração, e realmente nos colocarmos a serviço como Ele fez. Então, veja bem como que o amor sem medida está muito ligado com a Eucaristia, que é entrega total. Tomai e comei. Isto é meu corpo. Eu me entrego por inteiro. Tomai e bebei. Isto é meu sangue, como nos lembra São Paulo. Então, esta é a noite em que nós estamos aprendendo a amar como Jesus amou. Estamos aprendendo a fazer o que Ele mandou. Fazei isto em memória de mim”.
Prosseguindo com o rito da celebração, Padre Pedro pediu que os escolhidos para representar toda a comunidade se colocassem à frente para o momento do lava-pés. Seguindo o exemplo de Jesus e fazendo o que Ele pediu que fizéssemos, padre Pedro lavou os pés dos doze escolhidos.
Após a comunhão, padre Pedro fez a transladação do Santíssimo Sacramento. A comunidade permaneceu na igreja em vigília e adoração, na preparação e continuidade desse tríduo pascal.
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Texto: Juciane Francisca / PasCom Sagrada Família
Foto: Alisson Faria / PasCom Sagrada Família